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Cosmopolitaine

Outubro 14, 2011

Quando se fala numa Capital, assumem-se certas coisas. Vêm à mente imagens de Picadilly Circus, os canais de Amsterdão, vastas ruas pejadas de gente e, acima de tudo, multiculturalidade. Uma capital é cosmopolita, um cruzamento de culturas, línguas, religiões, etnicidades, política. É uma singularidade fervilhante de pontos de vista diferentes, de fusão e mistura e, em ultima análise, criação, de arte e filosofia, de vanguarda e experimentalismo.

Mas não Lisboa. Lisboa é linda, mas reclusa. Um pouco o espelho de cicatrizes velhas que perduram ainda no inconsciente popular, empurra tudo o que é diferente para a sua perifería, para a “Grande” Lisboa. Todos os dias há uma onda de imigrantes suburbanos que invadem e depois abandonam Lisboa, um ritual diário que se repete sempre que o sol se levanta ou põe. Entram e saem sempre sem lhes ser permitido deixar marca no fino (em termos de qualidade mas também densidade) tecido cultural Lisboeta.

E Lisboa é mais pobre, mais oca, por isso.

Lisboa precisa de deixar para trás velhos e maus hábitos. Trocar o xaile por uma écharpe, fazer o buço, meter uma saia curta e deixar que outras mentalidades tracem os seus dedos pelas ruas e avenidas da capital, deixando para trás o doce ardor da multiculturalidade que contagia e potencia a vida em qualquer capital europeia.

 

Lisboa precisa de fazer Erasmus.

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